Coelhos são abandonados depois da Páscoa

Coelhinhos encontrados na zona sul de São Paulo

Coelhinhos encontrados na zona sul de São Paulo

A coelhinha Shrek, depois de adotada

A coelhinha Shrek, depois de adotada

        Depois da Páscoa, do almoço em família e dos ovos de chocolate, os coelhinhos comprados às pressas começam a perder o encanto para alguns de seus donos. Por isso, o abandono de coelhos é expressivo em todo o País e em São Paulo.

         O biólogo Lito Fernandez, do projeto Natureza em Forma, uma ONG de proteção aos animais, conhece o problema de perto. “Coelhos não são bichos de pelúcia”, disse ele em reportagem que fiz para o Diário do Comércio, publicada na semana passada com o título “Na Páscoa, o coelho costuma pagar o pato”. Fernandez tem um projeto de resgate de coelhos abandonados na cidade de Igaratá. “Cerca de 90% dos coelhos que resgato estão confinados em gaiolas onde não conseguem nem andar. Por causa da empolgação, a maioria das pessoas não percebe que esses mamíferos precisam de espaços, troncos para roer e cuidados adequados”, disse Fernandez. 

Na rede Cobasi, em São Paulo, a venda de coelhinhos aumentou 40% na época da Páscoa. Os veterinários da rede alertam os consumidores sobre o desconforto que o cheiro da urina dos coelhos pode causar dentro de um apartamento.

Ter um coelho como animal de estimação pode levar crianças e adolescentes a se aproximarem dos nossos amigos bichos e da Natureza. Isso é bom. Eles são animais mansos e dóceis e não transmitem doenças aos seres humanos. Mas tudo deve ser feito com responsabilidade e pensando no bem estar dos coelhinhos. Os simpáticos roedores orelhudos devem viver em um  “coelhódromo”, com pelo menos quatro metros quadrado, construído em local arejado, sob uma árvore, com parte coberta contra a chuva e tanque de areia ou serragem no chão, montado sobre uma fundação de tijolos (para que o animal não escape escavando buracos). Os machos devem ser castrados e há veterinários que fazem este tipo de cirurgia.

Quem não tem espaço em casa, nem tempo para cuidar dos animais, não deve ter um coelhinho. 

Abraços em todos,

Ricardo Osman

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