A crise de Wall Street e a Natureza

Amigos e Amigas, a atual crise de Wall Street, nos Estados Unidos, não é nem econômica e nem financeira. É uma crise provocada pela falta de valores de um tipo de capitalismo agressivo e predatório. Os banqueiros e os executivos de instituições como Goldman Sachs e Morgan Stanley são defensores de uma sociedade individualista e consumista, onde tudo deve ser descartável, de celulares a animais de estimação. Deu no que deu. Como jornalista da área de Negócios e Economia, conheci de perto este sistema que não pensa no Amanhã ou no Futuro. Tudo é feito em ‘just in time’ e de maneira irresponsável. Tudo pelo dinheiro. Deram empréstimos irresponsáveis, venderam papéis podres e buscaram o lucro, somente o lucro e a curto prazo.  Mas o que esta crise tem a ver com a Natureza e os nossos cachorros? Explico: este sistema predatório e consumista é exatamente o sistema que destrói a Natureza e as relações mais duradouras nas famílias, entre amigos e com os animais domésticos. Wall Street prega que tudo seja descartável e que ecologistas são uns sujeitos bonzinhos e idiotas. Os banqueiros de Wall Street conseguiram destruir o próprio sistema que os enriquecia, imaginem amigos e amigas o que esta turma pode fazer com os rios, os ursos polares, os papagaios brasileiros e as focas do Ártico. Se der dinheiro, vão destruir toda a Amazônia. Os banqueiros conseguiram o que nenhum crítico ou inimigo dos EUA conseguiu: tirar a credibilidade do sistema financeiro mais poderoso do planeta e fazer um rombo de mais de 1 trilhão de dólares. Goldman Sachs, que inventou a sigla Bric, era tratado com tapete vermelho no Brasil, e agora quebrou por conta da ganância humana ilimitada.

Abordo este tema aqui no blog (com certo desabafo) porque é exatamente sobre esta ação predatória que falo no último capítulo do meu livro ‘Estrela e o Quarteto Mágico’. Falo da necessidade de termos uma sociedade mais solidária, justa, responsável, que proteja a natureza, as crianças e os animais, falo da necessidade de sermos menos individualista e cultivarmos valores verdadeiros. Mas falar de Amor e de Cachorrinhos está fora de moda nos círculos dos grandes negócios e de alguns setores da mídia. Quando falamos do aquecimento global, dizem que isto pertence a um futuro que não vai nunca chegar. Mas o futuro chega um dia e sempre colhemos aquilo que plantamos, como os líderes americanos e os banqueiros de Wall Street estão verificando dolorosamente e de perto. Os banqueiros de Wall Street deveriam aprender algo com nossos cachorros. O americano John Grogan, autor de Marley & Eu, tem muito a ensinar a eles. A história de Estrela também.

Abraços em todos,

Ricardo Osman

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